Picolinato de Cromo
Mineral traço essencial (cromo trivalente quelado ao ácido picolínico)
Finalidade na fórmula: Suporte ao metabolismo de carboidratos e à regulação do apetite por doces.
Também conhecido como: Chromium picolinate · Cr(III) picolinate · Cromo trivalente
Mecanismo de ação
O cromo trivalente participa da sinalização da insulina por meio de oligopeptídeos de baixo peso molecular (cromodulina), que amplificam a atividade tirosina-quinase do receptor de insulina e favorecem a translocação de GLUT4 para a membrana celular. O efeito prático estudado é a melhora da sensibilidade periférica à insulina e, em parte da literatura, a redução da fissura por carboidratos via modulação serotoninérgica central.
Farmacocinética
A quelação com ácido picolínico eleva a absorção intestinal do cromo (estimada em torno de 1% a 2,8%, contra menos de 1% de sais inorgânicos). Circula ligado à transferrina, distribui-se para fígado, baço e osso, e é eliminado majoritariamente por via renal em 24 a 48 horas. Não há acúmulo relevante em doses nutricionais.
Evidência científica
Revisões sistemáticas e ensaios randomizados avaliaram picolinato de cromo em desfechos de glicemia de jejum, HbA1c, fissura alimentar e composição corporal. O tamanho de efeito sobre peso corporal é modesto e depende de dieta e atividade física; o sinal mais consistente aparece em marcadores de sensibilidade à insulina e em relato de menor desejo por doces.
Segurança
Cromo trivalente é considerado seguro nas faixas nutricionais usuais. Relatos de eventos adversos são raros e leves (desconforto gástrico, cefaleia). Pessoas com diabetes, doença renal ou hepática devem usar somente com acompanhamento profissional.
Interações
Pode potencializar o efeito de hipoglicemiantes orais e insulina. Antiácidos e altas doses de carbonato de cálcio podem reduzir a absorção. Vitamina C tende a favorecer a absorção do cromo.
